Eu nunca tive problemas em fazer tatuagens e colocar piercings, mas se tratando da minha filhota isso é um sofrimento!

Na nossa cultura é quase que obrigação assim que nasce a menina, bora lá furar a orelhinha. Eu morro de dó, porque eles não entendem o que esta acontecendo e penso “e se quando a Gi crescer, ela quiser seguir alguma doutrina religiosa e ficar brava porque eu furei a orelha dela?!” (sim, é totalmente absurdo, mas eu já pensei nisso!).

Enfim, a Gi veio ao mundo e logo começaram com a pressão sobre furar a orelha dela. Eu não cedi, falei para todos os interessados que só faria o furo quando ela completasse os 5 meses.

Minha sogritcha (vovó de primeira viagem) me pentelhou para fazer logo o furo, fiquei firme e disse que se ela quisesse poderia ir providenciando o primeiro brinco (de ouro, claro!). Nem se quer perguntei para a pediatra se deveria furar a orelha da Gi, porque sinceramente, eu não tava afim de furar ainda.

Esperei até a Gi completar os 4 meses e meio (data entre duas vacinas para não judiar tanto), perguntei para pediatra se já podia, ela disse que quanto antes furar melhor. Chamei a Dinda da Gi (Dona Leticia) para leva-la comigo aqui na Farmácia Central (nessa farmácia tem a Dona Luzia que fura orelha do povo de Bragança desde sempre e não usa maquininha).

Fomos cedinho (caso desse alguma reação, poderíamos correr pro PS), chegando lá uma moçinha passou uma pomada anestésica e pediu para esperarmos 30 minutos (tempo para pomada fazer efeito e o brinco ser esterilizado).

Passado o tempo, retornamos e nos deparamos com uma outra marinheira de primeira viagem e sua filhota Alice (que estavam na nossa frente para furar). Ai que dó da baby! Saiu da farmácia aos berros, vermelhona de tanto chorar (e a mãe ficou p#$@ da vida porque a baby sentiu dor?! Não fez muito sentido, já que é obvio!).

Chegou a vez da Gi, entreguei ela para a Dinda, entraram na salinha junto com uma amiga nossa, pedi para elas cantarem galinha pintadinha para relaxar a Gi. Deixaram a porta aberta para se eu tivesse coragem. Ouvi o gritinho da Gi, corri lá pra dentro, primeiro furo OK. Ouvi outro gritinho, corri lá pra dentro, pronto, segundo furo OK também. A Gi parou de chorar assim peguei ela no colo fiz um mimo. Tiramos uma foto que vai para o site da farmácia (que eles ainda não disponibilizaram).

Entrei no carro, dei mama pra Gi e foi isso, ela não teve reação, não infeccionou, não passei pomada, nem fiz compressa, só lavei com bastante água e sabão no banho (dava uma rodadinha de leve para não formar casquinha), secava bem e passava o álcool 70% (ainda não troquei o brinco, até porque não há necessidade).

Mas que dá uma dó, ah dá!

Ai a primeiro foto no dia em que furou a orelha 🙂

 

dinda

Gi e a Dinda Leticia